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Entupiu? Dois, quatro, zero, nove mil

1 de Maio de 2012

O Lacerda chegou em casa às 23h de uma sexta véspera de feriado. Trazia seu carrinho desentupidor, suas luvas verde musgo e seu ajudante, que mais parecia um daqueles personagens do núcleo Lapa das novelas da Globo. Eram simpáticos, simples e estavam di$postos a resolver meu problema. É, minha pia da cozinha havia entupido pela primeira vez. A aventura estava só começando.

Lacerda e Leleco (vou chamá-lo assim neste post, ok?) não conseguiam arrancar os canos da pia. Usaram os braços,  chaves especiais, produtos que prometiam milagres e, mesmo assim, nada. Por este motivo, passaram mais tempo em casa do que eu gostaria. Apesar da demora e da dificuldade, não faziam um “piu”. A vida em prédio que só tem velhinho chato não é fácil e eles perceberam isso sem eu precisar dizer.

Às 23h30, exatamente, os encanadores ligaram uma máquina que fazia menos barulho do que a minha máquina de lavar roupas. Ela precisava ser usada por, no máximo, 10 minutos. E foi surpresa pra mim ver o meu vizinho, que nunca veio me dar boas vindas sequer, saindo pela porta do apartamento 53…

Como filho da puta que é filho da puta não se toca, o gordo, de óculos, de gel no cabelo e, pior, de cueca samba canção do São Paulo, veio até a minha porta, que estava entre aberta e perguntou, irritado:

- Que tipo de trabalho está sendo feito aqui às 23h40?

Chocada com as vestimentas do vizinho, só consegui pensar que eu não podia ser grossa (às vezes é tão difícil controlar!). Poderia acabar com ele em dois segundos e soltar uma das minhas típicas grosserias. “Que tipo de trabalho VOCÊ, meu filho, estava fazendo pra achar que  tudo bem chegar na porta da minha casa de cueca?”, pensei em perguntar. Mas o espírito de harmonia que reina no meu ser desde o começo de abril me fez ser fofa:

- Desculpa. Minha pia entupiu, o cheiro estava subindo e eu não ia conseguir dormir aqui. Não vai demorar, prometo. Desculpa de novo.

Pela cara do Leleco, ele também não imaginava que eu soltaria essa frase. Completando minha frase, ele disse: “Guenta aí, chefe. São só mais 5 minutos”. Meu vizinho deu as costas e, sem falar nada, entrou no apartamento dele. Assim que bateu a porta, soltei um leve “pau no cu desse filho da puta” que fez com que os dois encanadores rissem mais do que o normal.

A conclusão é que Lacerda e Leleco viraram meus brothers: me ajudaram a limpar a cozinha, que havia ficado uma bagunça, e ainda me deram um puta de um desconto (afinal, o problema era maior do que eu esperava). Assim que eles saíram, só consegui pensar em quanto esse “Kill Them With Kindness” faz diferença na minha vida. Acontece com vocês?

Fui ali comprar pão e já volto!

10 de Abril de 2012

O tenebroso “marimba”, toque do despertar do meu celular, me acordou na quinta-feira às 8h15, pouco antes do que estou acostumada. Já ali, deitada na cama, sabia que o dia seria um dos mais estressantes do ano. Eu bem tentei esconder minhas olheiras gigantes com meu Nars Ginger, mas nem toda a tecnologia gringa serviu para me deixar com cara de “não, eu não chorei durante a noite”.

Era a última vez. A última vez subindo quatro lances de escadas rolantes na estação de metrô, a última vez quase parando de respirar por causa da poeira subindo das obras na rua, a última vez pensando em como o moço da banca deve malhar pra caramba pra ter aquele corpo, a última vez dando “oi” para o garçom preferido do bar da esquina, a última vez usando meu próprio crachá na catraca, a última vez apertando o “16″ no elevador

O dia passou rápido e, de repente, era a última vez de tudo – mesmo! Era hora de escrever o e-mail do “boa noite, boa sorte”, tirar cartazes da paredinha e ir pra casa. E eu fui. A surpresa é que desta vez foi mais fácil. Dar tchau agora foi igual dizer um “estou indo ali na padaria e volto logo”. Deve ser normal, né? Depois da primeira vez, você se acostuma e pára de pensar que tudo é fim do mundo.

Todos os “tchaus” da quinta foram por um motivo especial: resolvi deixar, mais uma vez, o lugar que tanto gosto de trabalhar. É que, sei lá, acho que um dia a gente percebe que não quer ser “só o que é”. A gente percebe que quer ser “mais do que é”. A gente quer saber mais de tudo um pouco de novo, quer conversar com todos os tipos de pessoa mais vezes, quer ter mais afinidades com o mundo – com o mundo inteiro! E quanto mais no casulo a gente fica, menos a gente vê e menos experimenta. E não, eu não quero perder essa próxima fase por nada nesse mundo!

Não sei de onde vocês, dois leitores (?) do blog, me conhecem. Se é da CAPRICHO, obrigada! Obrigada por ler uma coisa tão diferente lá no capricho.com.br e vir aqui saber quem eu sou. Se não é, obrigada também! Sei que você existe e também queria te conhecer melhor (rola? ;) :P)

E já que a vida é cheia de “Tchaus” mesmo… Tchau! Te vejo no próximo post!

Sem ponto final

9 de Abril de 2012

Taça cheia, taça vazia, taça cheia, taça vazia. Naquela noite foi tudo tão automático que, se eu estivesse um pouquinho mais alterada, provavelmente alucinaria. Sairia gritando pela casa um “isso aqui tá parecendo action do photoshop”, choraria e, depois, capotaria para o lado, sem nem soltar meu Gato Negro. Sabe como bêbado é, né?

Era noite das meninas. Duas amigas em casa, muitos drinks e pronto: parece que toda a mágoa começou a ser liberada num círculo onde havia mais histórias mal resolvidas do que qualquer outra coisa. “Vou terminar isso de uma vez”, dizia, sem parar, uma delas. A verdade mesmo é que o tal relacionamento do qual essa minha amiga falava sequer havia começado. O que ela vivia era um eterno joguinho de “ainda-não-me-decidi”.

A indignação da minha amiga comoveu todas nós, que também queríamos “terminar de uma vez” com alguém. Nosso maior desejo naquela noite era ligar pra os três fulanos e dizer da maneira mais clara possível que “aquilo” não era o que a gente merecia. Que ficar no “hold” não era mais uma opção pra gente. A vontade era de dizer com todas as palavras: “Gosto de você, mas você não me faz bem. Não quero mais. Adeus”.

A conversa lá em casa evoluiu tanto que até pegamos os telefones nas mãos, ameaçando discar. Na hora que um deles atendeu, veio a sobriedade: será que precisamos mesmo avisá-los que estamos pulando fora, que já não dá mais? É, não! Depois daquilo, confiscamos telefones, bebemos o último gole e dormimos sem o ponto final. E não, eu ainda não pulei fora.

A minha Barbie virou a adulta dos meus sonhos!

14 de Fevereiro de 2012

Eu tinha lá meus 10 anos quando pensei no futuro pela primeira vez. Lembro de voltar da escola num dia, reunir todas as minhas Barbies no chão do quarto e começar, despretensiosamente, a brincar com elas. Era sempre igual na vida da minha Barbie: a minha boneca ficava indo pra casa das amigas o tempo inteiro com seu New Beetle, dando jantares e picnics em seu enorme jardim com luminárias parisienses, tomando “sol” na piscina de vinil rodeada de cascatas e, claro, namorando o Ken, que era o cara perfeito. Mas daquela vez, naquela brincadeira, foi diferente. Eu pensei: “Mas é só isso que gente grande faz?”, “É só isso que eu quero que a minha Barbie faça?”. Daí sim deitei na minha cama e comecei a refletir melhor sobre a vida inteira das pessoas. E a minha também. É, aos 10 anos.

“Eu quero ser ginasta ou nadadora ou professora ou escritora de livros ou atriz… Pera, para tudo. Eu preciso decidir o que eu quero ser antes de ser qualquer outra coisa. O que eu quero ser de verdade”. Pensei, pensei, pensei… Mas não consegui chegar a uma conclusão. Então tive uma ideia melhor: escrevi num papelzinho todas as coisas que eu queria que se tornassem parte do meu futuro e escondi (muito bem escondido) no meu armário bagunçado. Não consegui encontrar o bilhete aos 11, nem aos 12, nem aos 13, nem aos 14 e muito menos aos 15 anos. O bihetinho dos meus sonhos reapareceu mesmo aos 16, na minha época pré-vestibular.

Aos 16, eu amava ler, amava escrever e amava a minha professora de português, que todos odiavam (isso foi uma declaração de amor, Maria Andrade!). Eu amava as aulas de inglês e ainda pensava em, um dia, me tornar escritora-tradutora-tudo-ao-mesmo-tempo. Quando encontrei o papelzinho da minha época de 10, me achei ridícula (ai, esses adolescentes!). No meu bilhetinho dos sonhos estava escrito exatamente assim: “Eu quero crescer, morar com meu yorkshire no meu apartamento perto do Ibirapuera e trabalhar respondendo cartas dos leitores enquanto bebo limonadas”. É… Era isso que eu queria.

Toda essa história era mesmo só pra contar que agora eu tenho 24 anos e levo a vida dos MEUS (veja bem!) sonhos. Eu trabalho com o que gosto, tenho um família que me apóia e me ajuda em tudo, tenho amigos incríveis e… Acabo de me mudar para um apartamento (razoavelmente) perto do Ibirapuera. Eu ainda não tenho um yorkshire, nem estou respondendo cartas de leitores neste momento, mas não faz mal: eu estou no lugar certo, com as pessoas certas, fazendo as coisas certas (que de vez em quando saem erradas).

E quanto as barbies… Aguardem os próximos capítulos da minha Barbie, que cresceu do jeito que eu sempre quis porque não queria ser igual as Barbies de sua infância.

Traz o champagne! O Dois dias por semana comemora 5 anos de existência! <3

4 de Dezembro de 2011

Quando dei um sign up no Blogspot, em 4 de dezembro de 2006, eu já estava um pouco cansada dos meus outros (milhares!) de rastros pela internet. Tinha passado anos no meu intercâmbio cultural (próprio e sem sair de casa) no Habbo Hotel para aprender inglês, meses e meses estudando, através de fóruns e amigos nerds, os códigos HTML do Myspace e me dedicado bastante ao meu Fotolog. Mas eu já não tinha mais foto nenhuma pra colocar lá e, mesmo assim, sobraram tantas ideias que – na época – eu achava boas. Então eu consegui o meu tão desejado primeiro estágio em jornalismo, num portal de notícias, e conheci meu primeiro grande chefe, o queridíssimo Carlos Freitas.

No iG, meu contrato dizia que eram 8 horas diárias ao lado do Carlos, que me ensinou tudo sobre mecanismos de busca na internet e, de “brinde”, ainda me deu uma enorme bagagem cultural. É que eu nunca ouvi tanta história interessante sobre o Recife na minha vida inteira (obrigada, Carlos!). Só que, mesmo com tudo isso rolando, eu ainda passava metade do meu dia sem fazer nada. Terminava o trabalho e tentava me entreter com bandas novas que o Last.fm me sugeria, lia artigos all-over-the-internet, tomava café duas ou três vezes por dia… Até que resolvi começar a escrever aqui.

Nunca quis que o Dois dias por semana virasse exatamente um diário. Queria pensamentos, opiniões, confissões, mas nem sempre contar sobre a minha vida (até porque eu era nova pra caramba e nem tinha uma vida tão interessante assim). Como sempre adorei observar as pessoas e – graças a Deus! – conheci tanta gente no “caminho”, fui desenvolvendo mais a minha visão dos outros, ganhei uma perspectiva maior do mundo. E é por isso que amo esse endereço. Amo ler arquivos antigos, enxergar toda aquela ingenuidade mais uma vez. Eu amo estar aqui, mesmo que agora os posts entrem com cada vez  mais intervalos de tempo (mil desculpas!).

Comemorar esses 5 anos pra mim é importante. Não é mais segredo pra ninguém que eu canso das coisas mais rápido do que eu gostaria. É legal, é interessante, é prazeroso num dia e, no outro, já não faz o menor sentido. Fico feliz que esse “rastro” fica até hoje e que já fez parte de tantos momentos marcantes da minha vida.

Não tenho mais tanto tempo (muito menos inspiração!) pra atualizar blog toda hora, nem pra ficar dando um shuffle nos artistas “similares” no Last.fm, mas mesmo assim… Fica, gente! Fica pra comemorar comigo os próximos 5 anos. :)

Cabides, rendas, jeans e mais “amizades”

20 de Novembro de 2011

Entediada, saí do cabeleireiro na Joaquim Eugênio de Lima com apenas um objetivo: me distrair nas 5 horas seguintes. Eu sabia que esperar minha mãe pintar, cortar, alisar e retocar seus milhares de fios de cabelos poderia ser uma missão meio torturante pra mim. Por isso, dei um tchauzinho sutil e disse que a encontraria mais tarde, ali mesmo.

Eu, que quase sempre tenho companhia nas minhas andanças, me sinto meio diferente quando estou por aí sozinha. Apesar de eu amar caminhar conversando com alguém, me sinto inexplicavelmente liberta quando não preciso pensar em nada, a não ser no “nao pisar no coco do cachorro”. Isso é loucura? Espero que não.

Só sei que andei pra cá, andei pra lá, andei mais um pouco, peguei metrô, enrolei bastante e a hora não passava. Resolvi ir ao shopping, que estava vazio porque, afinal, eram só 10h10 da manhã. “Quem é a desesperada por compras que coloca o pé no shopping assim que as lojas abrem?”, fiquei me questionando enquanto atravessava a Rua 13 de maio e embocava no prédio. Tentei, de todas as formas, não me incomodar com o pensamento. Eu sou paranóica e aquela devia ser só mais uma das minhas encanações idiotas.

Já na escada rolante, sabia bem o que queria: uma boa promoção e um lugar que pudesse me distrair mais ainda. Entrei na Zara porque – de verdade – não sou nenhuma revolucionária idiota que desistiu da marca por causa da história dos escravos (desculpa por falar assim, tá, gente?). Entre rendas, cabides, jeans e looks ideias para meu Ano Novo em Floripa (já falei que eu vou pra lá?), ouvi uma voz mais cansada.

- “Ei, mocinha!”, disse uma senhorinha. Olhei na hora porque sabia que era comigo. “Vem cá”, ela continuou. “Você não quer me ajudar a escolher um presente pra minha amiga?”, perguntou.

Fico confusa nessas situações em que tenho que pensar numa resposta educada para “Você não tem outra pessoa que possa te ajudar? Eu não estou com vontade não”, mas sempre acabo sendo uma fofa. Não foi diferente ali, com a vovozinha.

- “Tenho uma amiga que é assim, igual você. Ela é jovem, assim igual você, sabe? Ela é fisioterapeuta, sabe?”, perguntou, sem real intenção de perguntar e sim de informar.

- “Ah, que legal”, eu disse, ainda um pouco sem graça. “Quantos anos ela tem?”, perguntei.

- “Tem 47 anos! Ela é bem jovem”, disse a senhorinha.

Nos, sei lá, 30 segundos seguintes, alguns pensamentos meio exagerados invadiram minha cabeça: “Puta que pariu, sua velhinha bizarra, você tá louca? Jovem sou eu, não essa sua amiga aí. Acho que você nao tem noção. Sério, por que você não vai arranjar outra pessoa pra te ajudar?”. É claro que não falei nenhuma dessas grosserias. Ao invés disso, tentei ajudar…

- “Olha, essas de rendinhas são bem fofas. Eu acho que ela vai gostar. Eu gosto! Quanto a senhora quer gastar?”, perguntei.

Os olhinhos da vovozinha brilharam e ela soltou um “É isso mesmo! Essa é linda!” contagiante. Depois, ela olhou na etiqueta, viu o R$119 pendurado e reclamou da “facada no peito”. Fez isso com as outras 4 ou 5 peças que mostrei. Daí fiquei meio irritada, fui disfarçando, fingindo que estava procurando um presente pra amiga dela… E fui me afastando na loja… Me afastando mais… E PAAAN: lá estava eu, na escada rolante de novo.

Até agora não sei se a vovó achou o presente que ela queria dar para a amiga fisioterapeuta dela, mas sei que ela estragou um pouquinho meus planos de distração. E mil desculpas pela intolerância. Todo mundo sabe que eu nem sou assim.

Alles gute zum geburtstag

17 de Outubro de 2011

Feliz aniversário, mein schatz. Desejo por aqui o que eu não consegui desejar através de nenhuma rede social – muito menos por meio de uma ligação para o seu celular. Não pense que esqueci – não, jamais! Até cliquei uma, duas, três vezes no seu perfil durante o dia, mas ao ler o “write on XX’s wall”, travei. Ao ver seu status ‘online’ no meu WhatsApp, quase te deletei… Desde já, te peço desculpas. Eu não tenho a sua coragem. Nunca tive.

Hoje – justamente hoje! – o dia está com cara “daquele dia”. É, você também deve lembrar que “aquele” 3 de junho era exatamente assim, como esta segunda: nublado, meio chuvoso, bom para almoçar no Pier e para assistir as ondas batendo lentamente nas rochas da East Beach… Como nós fizemos, encapuzados e juntos.

Eu até tento esquecer, mas não dá. O Shoreline Park estava vazio e, naquela tarde, eu tive a certeza de quem você realmente era, de como eu te admirava. Lembro que no começo, mal conseguíamos falar direito. Foi um silêncio estranho, uma saudade já doendo. Depois, foi como naquela primeira vez: você ria descontroladamente e repetia, com seu sotaque americano recém adquirido, aquela palavra mágica nossa. Eu até filmei, lembra? Uma pena não poder compartilhar no YouTube. Muitas outras garotas se apaixonariam – assim como eu – por você. Mas promessa é promessa, né.

Pft! Falo tudo isso como se eu soubesse cumprir essas minhas promessas. Olha pra mim: eu disse que, depois desse post, não voltaria neste assunto nem por aqui, muito menos ao vivo, e obviamente não consegui. Nesses dias, por exemplo, jantei com a Luísa, do Rio. Relembramos, por duas horas seguidas, algumas dessas memórias minhas e dela. Rimos de como eu era a desencanada que, de uma hora para a outra, estava a fim do cara mais loiro da escola (eu passei seis meses inteiros ignorando loiros) e de como ela, que era superseletiva, acabou ficando caidinha pelo segurança da balada local. Porra louquice aqui, porra louquice acolá.

No caminho de volta para o meu hotel, depois de boas risadas, fiquei lembrando da minha vontade de te dar um último abraço naquele LAX gigante. De largar meu ticket pra lá e te acompanhar naquela roadtrip da Califórnia ao Texas só para ficar mais tempo, como você pediu. E não deu, né. Fui covarde demais. Ou certa demais, pé no chão demais. Sei lá.

É, mein schatz! Faz um tempão que eu recusei viver a história da minha vida com você. Hoje, pra você, meu sincero “Alles Gute”! E um post cheio de saudades de você, que é uma parte enorme da história da minha vida… que eu não consegui continuar.

Com amor,

Aline.

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